O topo ainda é ocupado por poucos — mas o caminho está mais claro do que parece
As mulheres são 44% da força de trabalho global, mas ocupam apenas 31% dos cargos de liderança, segundo o relatório State of Women in Leadership (LinkedIn, com dados de 74 países). No Brasil, o cenário se repete: mulheres são 45,2% da força de trabalho, mas só 32,2% chegam a posições de gestão.
O gargalo fica ainda mais evidente no topo da pirâmide. De acordo com o relatório Women in Business 2026, da Grant Thornton, as mulheres ocupam 37,7% dos cargos de alta liderança no Brasil — mas apenas 5,2% das cadeiras de CEO são ocupadas por elas, segundo levantamento do Evermonte Institute. No ritmo atual de avanço, a paridade de gênero em cargos de gestão só deve ser alcançada globalmente em 2051.
Os números mostram uma barreira estrutural real. Mas também mostram algo mais: em posições intermediárias e estratégicas, as mulheres já conquistaram espaço relevante. O gargalo está concentrado especificamente na transição final — a passagem da gerência para a diretoria e a presidência.
Entender exatamente onde está o filtro é o primeiro passo para atravessá-lo com estratégia. Clareza sobre o próprio caminho não elimina os obstáculos estruturais, mas muda completamente a forma como você se posiciona diante deles.
Fontes: Organização Internacional do Trabalho (OIT); LinkedIn (State of Women in Leadership 2026); Grant Thornton (Women in Business 2026); Evermonte Institute.